terça-feira, 27 de maio de 2014

Reduzir para amplificar

Nos dias actuais é muito fácil ficarmos inundados com sugestões de como ser, o que ter, o que fazer... É muito rápido o tempo que vai desde o momento em que acordamos até que regressamos, exaustos num fim de dia a casa.
Como pais, por vezes pensamos que mais é melhor. Mais sucesso, mais brinquedos, mais actividades, mais livros, mais e mais e mais. Mas este acumular de expectativas e prazos para as cumprir só parece fazer-nos progressivamente mais infelizes. Trabalhamos mais horas, para podermos ter mais e dar mais aos nossos filhos e nem damos conta de que lhes estamos a retirar a possibilidade de estar, simplesmente. É difícil... é muito difícil, sobretudo porque sempre que deitamos alguma coisa fora, nos invade aquele medo e a insegurança "e se eu volto a precisar?" E se não lhes damos aquilo que dizem precisar, que querem... "será que um dia me vai dizer que falhei, que fui um mau pai?".
A proposta de hoje é a de simplificar e reduzir...
... nas actividades extra-curriculares, para ganhar mais tempo para brincar no parque.
... nos brinquedos, para ter oportunidades de descobrir o que fazer com uma folha de papel branca.
... nas regras, para que as que fiquem sejam mesmo para cumprir.
... nas coisas, para ter mais espaço para guardar afectos. 


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