sexta-feira, 13 de junho de 2014

Europa e EUA. Crise social já causou 10 mil suicídios | no iOnline de hoje

Esta notícia é daquelas que são um verdadeiro "murro no estômago".
E ponto, parágrafo.


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Neste estudo da Universidade de Oxford,  verifica-se que a taxa de suicídio subiu desde o início desta recessão, apontando para uma relação entre a crise económica e o aumento dos números de suicídio. Não é assim tão estranho. O desespero que provoca num adulto responsável a perda de trabalho, e das fontes de rendimento, e pelo endividamento, a perda da casa, a diminuição da qualidade de vida de pais, filhos...

Mas mais corrosivo ainda é o clima de insegurança e instabilidade. "Na minha casa até posso estar bem, mas vejo o despejo do vizinho da frente e penso no que me poderá acontecer". Há cada vez mais pessoas, adultos e crianças, que sofrem com as preocupações constantes. Vivem angustiadas com problemas que as acompanham dia-a-dia, noite-a-noite, como uma nuvem escura que não pára de lhes ensombrar o caminho.
É fácil e rápido o caminho que as leva ao desespero, à sensação de encurralamento, à ideia de que não há melhores opções (quando as há).

E depois há os mitos... "Não se deve falar de morte ou pensamentos acerca da morte com alguém que esteja deprimido" - Não? Então e falamos quando? Quando já não houver nada a fazer? Se a pessoa se sente desesperada e sozinha, não será útil discutir com ela o que tem ainda de opções, que pode não estar a considerar por estar deprimida? Quando estamos deprimidos, o que menos ajudará são os comentários de negação ou fuga ao problema "tens é de te animar!". Pois, porque isso a pessoa deprimida nunca se deve ter lembrado... animar-se!

Está na altura de considerarmos as doenças mentais como graves e dar a quem delas padece a verdadeira atenção e intervenção para que não fiquem reféns do desesperança que leva a medidas desesperadas.
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