quinta-feira, 12 de março de 2015

Velha Alcobaça

Nas sessões de intervenção psicoterapêutica com pessoas de 94 anos, é um privilégio enorme poder testemunhar a serenidade com que escolhem as temáticas das quais preferem falar... Não é o dia anterior, nem as dores desta manhã, são sobretudo as memórias que resistem, boas e não tão boas, as que se mantiveram resistentes à erosão natural. Hoje ouvi na primeira fila e fui plateia única de uma professora dos ensinamentos de humanidade e humildade, que só quem chega a este dia sabe transmitir. Cantou-me também esta canção sobre a terra que escolhi como minha:

Na pedra branca esculpida
Do Mosteiro de Alcobaça
Vive a beleza e a vida
Da História da nossa raça.

E na pedra rendilhada
Desse tão lindo Mosteiro,
Vive a obra agigantada
De D. Afonso I.

Tens velha Alcobaça
Um altar resplandecente,
Um padrão de raça
Para mostrares a toda a gente

Tens obras singelas
Lendas de encanto e de graça
E tens p’ra seres mais bela
Um sorriso p’ra quem passa.

Os anos passam correndo
Sobre esta Terra feliz,
E a pedra lá está dizendo
Aquilo que a história diz.

E p’ra ser bem Português
É sacrário esse Mosteiro
Dos amores da linda Inês
E de D. Pedro I.
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