Dos 4 aos 7 anos assistimos a mudanças nas crianças, em que demonstram uma independência e responsabilidade crescentes, evoluções ao nível do desenvolvimento cognitivo e modificações fisiológicas, e a entrada na escola correlaciona-se diretamente com estas alterações. Também as redes de socialização se alteram com a mudança de contexto que é significativamente diferente, seja da educação pré-escolar ou de casa para a escola, pois, entre outros aspectos, são as mais novas da escola. O ensino formal encerra em si mesmo exigências e expectativas de sucesso, que é sentido tanto pelas crianças como pelos seus pais e professores. Consequentemente, as interações entre estes mudam, tornando-se intencionais e focadas no progresso académico da criança. Contudo, estas novas exigências também se fazem sentir ao nível social e emocional, procurando-se que a criança se torne autónoma em relação aos adultos, se saiba relacionar socialmente com os seus pares, conheça e cumpra uma rotina, estando alerta e atenta por períodos de tempo mais longos.Olá e bem-vindo à minha página! Aqui é onde registo e partilho algumas das minhas reflexões enquanto psicóloga e pessoa em constante aprendizagem e construção... A minha prática clínica como psicóloga assenta sobretudo na abordagem das Psicoterapias Cognitivo Comportamentais. Para além de exercer clínica privada, colaboro com instituições e empresas no âmbito da consultoria, apoio técnico, formação, palestras e workshops. Se pretende saber mais sobre o que faço e onde, contacte-me.
sábado, 28 de maio de 2016
Prontidão na Transição Escolar
Dos 4 aos 7 anos assistimos a mudanças nas crianças, em que demonstram uma independência e responsabilidade crescentes, evoluções ao nível do desenvolvimento cognitivo e modificações fisiológicas, e a entrada na escola correlaciona-se diretamente com estas alterações. Também as redes de socialização se alteram com a mudança de contexto que é significativamente diferente, seja da educação pré-escolar ou de casa para a escola, pois, entre outros aspectos, são as mais novas da escola. O ensino formal encerra em si mesmo exigências e expectativas de sucesso, que é sentido tanto pelas crianças como pelos seus pais e professores. Consequentemente, as interações entre estes mudam, tornando-se intencionais e focadas no progresso académico da criança. Contudo, estas novas exigências também se fazem sentir ao nível social e emocional, procurando-se que a criança se torne autónoma em relação aos adultos, se saiba relacionar socialmente com os seus pares, conheça e cumpra uma rotina, estando alerta e atenta por períodos de tempo mais longos.segunda-feira, 9 de maio de 2016
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Saber Esperar...
Resultado final da nossa sessão de Desenvolvimento Emocional e Prontidão Escolar sobre aprender a esperar no Ninho ...
Coração de Mãe
Na semana passada não tive hipótese de aqui publicar o tema é o resultado final da sessão de grupo de Desenvolvimento Emocional e Prontidão Escolar. Não foi sobre o dia da Mãe porque não hai sobre o coração de Mãe e como um dia ..
Os vários corações que as mães têm dentro de si e as muitas formas e cores que assumem!
Um dia muito feliz para todas as mães, as que têm um filho no regaço, as que os têm num abraço, as que os têm numa estrelinha, as que ainda os sonham...
sexta-feira, 22 de abril de 2016
domingo, 3 de abril de 2016
terça-feira, 29 de março de 2016
A(in)utilidade da tristeza?
A estratégia mais comum é o evitamento. Fugir a sete pés em caminhadas, corridas, horas de ginásio. Pensar com toda a força em coisas alegres, momentos felizes, paraísos idílicos. Espremer o que possamos de uma memória ou de uma situação desagradável até lhe encontrar um propósito, uma graça, uma intenção divina ou do destino. Há quem deixe de ver telejornais, há quem deixe de ir visitar os avós velhinhos ao lar. Outros queimam cartas, apagam fotos, bloqueiam amizades facebookianas.
Eu aprendi com a minha primeira perda a fazer limonada da tristeza. Foi mesmo isto. Chorei rios de lágrimas enquanto fiz sumo de limão para congelar, enquanto fiz meio quilo de raspa de limão para congelar, enquanto cortei cascas de limão para congelar, enquanto todo o aroma a limão perdurou pela cozinha, enquanto aqueles limões se fizeram render em meses de limonadas, aroma para bolos e chá para acompanhar. Mas foi (e é) fundamental ter-me sentido tão triste, quase tanto quanto me sinto ainda hoje quando a memória me invade sem pedir licença. É que só nesse momento é que eu tive hipótese de me sentir verdadeiramente grata por alguém fazer tanta falta na minha vida. E depois outra e depois outra, a que doeu mil vezes mais. É que me senti humana, ligada à mesma inevitabilidade que todos os outros que sofrem. Ajudou-me a ser mais, a dar mais, a receber mais, a querer lutar por mais. A querer lutar a luta dos outros, porque o sofrimento deles também passa a ser um bocadinho meu.A tristeza da perda acordou-me. Nada é para sempre, nada é certo. Mas eu quero mais deste sentir que há pessoas lugares e memórias que nos são e dão tanto, que aceito que no reverso da moeda doam quando nos deixam. Enquanto cá estiverem e eu cá estiver com elas quero ser assim, muito. Pelo menos por hoje, pelo menos agora.
