sexta-feira, 8 de julho de 2016

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Usa sempre a mesma estratégia? É que a birra pode não ser sempre a mesma...

A birra pode não ser sempre a mesma, por isso aqui não vou escrever que existe uma fórmula xpto chapa5 que funciona sempre. Mas há ingredientes que estão (tento que estejam) sempre presentes na minha forma de lidar com as birras:

  • COMPREENSÃO: se eu não procurar compreender o porquê e como surgiu esta birra, vou estar a conduzir de olhos fechados por um desfiladeiro com curvas apertadas... É perigoso para a nossa relação e é desgastante. O mais provável é que seja uma viagem inútil e tempo desperdiçado. E eu não tenho muito disso (tempo com os meus filhos) por isso quero que cada minuto seja bem desfrutado;

  • ACEITAÇÃO: Por vezes é lembrar-me que tenho de aceitar que são crianças... e que se até os adultos fazem birras, lidam mal com a frustração, esperneiam de forma policamente correta... bo, então porque não terão eles essa possibilidade. É também aceitar que nem sempre temos de fazer cara alegre a tudo o que não nos corre de feição e que é bom terem um leque variado de emoções com as quais reagem às situações, por isso sou eu que tenho de aprender a lidar para os poder ajudar a modelar os comportamentos na expressão emocional.
E por último...
  • FIRMEZA: Tenho que saber muito bem quais são os meus pilares, que são os meus valores, e deles não abro mão por nada. E se um deles é respeito mútuo, então tenho de o dar antes de o exigir. Nem sempre é fácil, há dias e horas de maior exaustão, a paciência já não paira e o tempo parece que acelera... Mas é nesses momentos que por mais tentador que seja o atalho (um grito, uma ameaça, uma humilhação, um estalo no rabo) me tenho de lembrar do que é fundamental: a nossa relação em equilíbrio e crescimento colaborativo. É que só com eles (os meus filhos) eu me sinto completa como pessoa e quero que cresçam com o meu exemplo e não apenas com as minhas palavras...

consultório novo de Alcobaça a ganhar contornos...

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Desenvolvimento Pessoal

Esta semana uma paciente em consulta questionou-me se como psicóloga também preciso de terapia..? Pois claro que sim! Em alguns momentos de vida podemos precisar de uma ajuda específica (em casa de ferreiro, espeto de pau...), mas ao longo de toda a nossa prática profissional deveremos olhar para a nossa pessoa como o principal instrumento de trabalho, pois só em relação se constroem as pontes para a ajuda e mudança. Procuro continuamente o que me possa melhorar como pessoa e me ajude a construir e a desenvolver. Em alguns momentos na minha própria psicoterapia, em formações, na reflexão acerca das minhas relações pessoais, na procura de equilíbrio pessoal e desenvolvimento de competências.

Reflectir continuamente e saber que as respostas vão mudando comigo ao longo do tempo:

  • Como psicóloga sou... 
  • Como psicóloga quero...
  • As minhas maiores inseguranças como psicóloga são...
  • Acho que os meus pacientes me vêem como...
  • Escolhi  e escolho ser psicóloga porque... 

Estou imensamente grata aos estagiários, estagiárias, psicólogos e psicólogas que comigo se construíram e ajudaram a que me construísse.