Olá e bem-vindo à minha página! Aqui é onde registo e partilho algumas das minhas reflexões enquanto psicóloga e pessoa em constante aprendizagem e construção... A minha prática clínica como psicóloga assenta sobretudo na abordagem das Psicoterapias Cognitivo Comportamentais. Para além de exercer clínica privada, colaboro com instituições e empresas no âmbito da consultoria, apoio técnico, formação, palestras e workshops. Se pretende saber mais sobre o que faço e onde, contacte-me.
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
domingo, 6 de novembro de 2016
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
E hoje é dia de...
Grupo Psicoeducativo para Cuidadores na sede da Junta de Freguesia da Barreira, Leiria
18h30 às 20h
quinzenalmente
Saber ter tempo
Waiting For The Time To Fly
Duy Huynh
Acrylic on Wood Panel, 24 x 24
Desde muito cedo que tive muitas actividades. Morava longe da escola e tendo pais que trabalhavam muitas horas, ficava até tarde no centro social onde frequentava o ATL. Recordo-me de estar sentada no banco de madeira ao lado do gabinete da directora, quando já todos tinham saído e tinha de levantar os pés para as senhoras da limpeza lavarem o chão à minha volta. Era muitas vezes a última, mas não me recordo de esperar com ansiedade, medo ou tristeza. Acho que já era habitual e por isso lia com naturalidade tudo o que tinha dentro da mochila para que o tempo passasse mais depressa.
Quando mais tarde fui para o ciclo, os "furos" no horário e as tardes livres tinham de ser bem ocupadas para que não andasse sem rumo na cidade: ténis, natação, inglês e música. Continuei sempre assim até ir para a faculdade, sempre de um lado para o outro, com mil e uma actividades, sem que me parecesse estranho ou complicado conciliar. Na faculdade estranhei os primeiros tempos em que havia muitas horas livres e muito tempo até que os exames chegassem... Estava pouco habituada a estudar ou a dedicar tempo ao estudo e por isso o 1º semestre foi uma tragédia. A partir dali comecei a envolver-me no voluntariado, na rádio, tinha sempre com quem estar ou o que fazer, mais tarde na comissão de praxe e por último no Núcleo de Estudantes da Associação Académica, cheguei a acumular com dois estágios e parecia que quanto mais ocupada estava mais fazia, melhores notas tirava e mais focada conseguia permanecer em cada parcela do meu dia.
Desde que comecei a trabalhar que juntei sempre mais que dois empregos, prometia a mim própria que não me ia inscrever em mais nenhuma formação e acabava sempre a ter uma ou duas horas livres por dia e o domingo para tratar da casa, roupas e sopas! Quando chegaram os filhos, surpreendentemente não prescindi de quase nada e claro que são para eles todos os momentos que posso ter.
Mas com a chegada da minha filha e a sensação de abrandar por não ter já braços para tudo e todos que queria abraçar, fez-me desfrutar verdadeiramente de ter tempo pela primeira vez na minha vida. Passei a querer estar mais presente em cada momento, sem estar já com um pé de fora para correr para o próximo afazer. Adorei os dias em que saía de casa ainda o sol não brilhava alto com ela no carrinho e caminhava com a presença dela. Depois cozinhava e cuidava de tudo com calma, olhavamo-nos e brincávamos com o mano que íamos buscar todas as tardes à escola.
Quando recomecei a trabalhar os dias cheios e ocupados já não sabiam tão bem. Percebi que tinha de tomar decisões e prescindir do tanto que me preenchia. Da mesma forma que destralhei armários, destralhei a vida. Não tem sido fácil, há dias mesmo difíceis em que me sinto perdida e com uma vontade tremenda de me encher de actividades, fico apavorada por ter prescindido de um emprego a tempo inteiro, um ordenado certo, uma agenda preenchidíssima em que nunca dizia não a nenhuma proposta de trabalho. Agora não tenho nada disso, mas tenho tempo para me demorar na preparação de cada consulta, de cada pessoa que acompanho. Não entro e saio do consultório sem respirar a satisfação de fazer exactamente o que me faz feliz. Acordo o meu filho com beijos e vamos para a escola a pé, a escolher caminhos diferentes todos os dias. Escolho a roupa da minha filha com todo o detalhe que me merece, com lacinhos e fitinhas. Fotografo momentos dos nossos dias, escrevo o que dizem para não me esquecer da inocência e genuinidade que um dia destes se perderá.
Estou a aprender a ter tempo e a saber viver assim. Sem muito, mas com tudo o que preciso e é importante.
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Consulta de Psicologia Educacional - especial pais de adolescentes
Esta expressão é-lhe familiar...?
Nem sempre é fácil ajudar um adolescente que quer ganhar a sua autonomia a atingir objetivos. Muitas das vezes a dificuldade começa precisamente por não haver objetivos comuns, definidos em família.
Nesta consulta pretendemos ajudar pais e filhos a construir um plano em que todos se sintam envolvidos, valorizados e motivados, de modo a que o sucesso escolar aconteça de forma simples e consistente.
Mais informações através do email: inesvinagre.psicologa@gmail.com
Nem sempre é fácil ajudar um adolescente que quer ganhar a sua autonomia a atingir objetivos. Muitas das vezes a dificuldade começa precisamente por não haver objetivos comuns, definidos em família.
Nesta consulta pretendemos ajudar pais e filhos a construir um plano em que todos se sintam envolvidos, valorizados e motivados, de modo a que o sucesso escolar aconteça de forma simples e consistente.
Mais informações através do email: inesvinagre.psicologa@gmail.com
terça-feira, 1 de novembro de 2016
Subscrever:
Mensagens (Atom)


