Dúvidas Frequentes

No início do processo psicoterapêutico é fundamental que tenha toda a informação que seja importante para si, nomeadamente sobre o curriculum do psicólogo/a, experiência, sobre a natureza e curso previsível do processo de psicoterapia, honorários, a confidencialidade da informação, bem como os limites éticos e legais. Não hesite em solicitar mais informações se não estiver completamente esclarecido/a.

Chegar à primeira sessão de psicoterapia é sempre o que custa mais. Decidir a que psicólogo/a ir, pensar no que se vai dizer, como vai correr, o que é que se estará à espera de ouvir, será que o que se vai dizer faz sentido, etc. É importante sentir-se à vontade, para que à medida que consiga, não deixe nada por dizer. Nada do que partilhar na consulta será criticado, julgado ou divulgado. Todas as informações recolhidas têm como objetivo uma avaliação adequada e uma melhor compreensão das suas dificuldades, e serão sempre tratadas como sendo confidenciais.
Claro que como em qualquer atividade humana, a relação terapêutica que se cria na consulta dependente da empatia e confiança que se estabelece. Sabemos que poderá nem sempre acontecer devido a características específicas que são diferentes de pessoa para pessoa, ou devido a expectativas que podem mudar ao longo processo. Nessas situações poderá partilhar para que o/a encaminhar para outro/a colega que o/a possa ajudar, ou não desista por si mesmo/a de encontrar alguém com quem melhor se identifique!

As consultas são sempre realizadas mediante marcação e confirmação prévia. Caso pretenda marcar uma consulta, deve contactar pelos meios abaixo enunciados.

Nota: Crianças e adolescentes
Na primeira consulta é necessário que acompanhem os pais (ou seus representantes legais) da criança ou adolescente. No caso de responsabilidades parentais diferenciadas por questões de separação ou divórcio, é exigido o conhecimento e consentimento prévio de ambos para a marcação da consulta. Caso se considere pertinente, poderão ser também contactados outros familiares ou pessoas significativas na vida da criança ou do jovem, de forma a completar ou acrescentar informações.

Como posso ter a certeza que uma pessoa é mesmo psicólogo(a)?
Para o exercício da psicologia, em Portugal, é obrigatório o(a) psicólogo(a) estar inscrito(a) na Ordem dos Psicólogos Portugueses e possuir Cédula Profissional. A cédula é um documento com elementos únicos e intransmissíveis, que identificam o(a) profissional, nomeadamente: número de cédula, nome completo e nome profissional. Pode confirmar no site da OPP a inscrição de um/a psicólogo/a na Ordem.

Os psicólogos estão obrigados a manter a confidencialidade do que lhes é dito em contexto clínico? Há exceções?
Sim, os psicólogos estão obrigados a manter a confidencialidade em contexto clínico. Tudo o que lhes é revelado em consulta deve ser mantido em confidencialidade, com algumas excepções relacionadas com a existência de um risco e/ou perigo de vida imediato para o próprio e/ou outros. Em nenhuma circunstância o psicólogo deve facultar, a quem externo ao processo, lhe solicita, qualquer informação relativa a um acompanhamento psicológico, a não ser que para isso seja mandatado pelo seu cliente.


Em que é que um psicólogo é diferente de um médico psiquiatra?
O psicólogo não é médico. O psicólogo tem um tipo de intervenção diferente da de um psiquiatra, nomeadamente: técnicas de diagnóstico próprias, instrumentos de avaliação próprios, e uma intervenção centrada na relação terapêutica, não receitando qualquer tipo de medicamentos. A psicologia acompanha diversos tipos de problema, independentemente da origem ser fisiológica/orgânica, existencial, traumática.
A Psicologia é uma ciência, que utiliza o método científico, técnicas próprias, sem recorrer a medicação, com psicopatologias devidamente diagnosticáveis, em que as perturbações são avaliadas através de instrumentos previamente validados, específicos e mensuráveis, e intervencionadas através de técnicas validadas cientificamente. A intervenção é sempre feita com base em pressupostos científicos, independentemente da perturbação ou da fase de vida específica (ou episódio isolado) pela qual a pessoa está atualmente a atravessar. Qualquer pessoa sem nenhuma perturbação diagnosticada poderá beneficiar de uma intervenção psicológica aumentando o conhecimento de si própria ou trabalhando qualquer tipo de questões vivenciais (existenciais).


Quanto tempo demora um acompanhamento psicológico?
O tempo de acompanhamento psicológico depende do problema que está a ser tratado, não havendo, por isso, um tempo mínimo e máximo estabelecido, mas será uma questão que pode e deve ser discutida com o seu psicólogo no início do processo psicoterapêutico.

Os pais/cuidadores devem ou não estar presentes nas consultas de psicologia do filho/criança ao seu cuidado?
Depende da situação. O psicólogo deve usar o seu julgamento profissional para salvaguardar a confidencialidade dos dados que lhe são fornecidos durante a consulta. No entanto, não deve impedir, aos pais/cuidadores, o acesso a dados fundamentais que promovam a melhoria da qualidade de vida da criança.

Sempre que são aplicadas provas de avaliação por parte de um psicólogo, o resultado das mesmas é confidencial?

Os resultados da aplicação de provas de avaliação psicológicas são propriedade do cliente. O ideal será o cliente tenha acesso aos mesmos através do psicólogo ou de outro por si indicado, no sentido de evitar más interpretações.


Informação oficial da área de apoio ao utente da
Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) disponível em:





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