segunda-feira, 27 de maio de 2019

Vamos começar... pelo fim?

Parque Verde, Alcobaça
"Nem sei por onde começar..."

É assim que se iniciam a maioria das primeiras consultas num processo de psicoterapia. A vida vai-nos acontecendo, até que um dia sentimos que já não conseguimos lidar com tanto que temos à nossa volta (ou com tanto vazio que existe dentro de nós) que surge a necessidade de pedir ajuda. Mas depois ali chegados, é como se o novelo estivesse tão enredado que já não sabemos onde começam e onde terminam as dificuldades.... O que dizer? Falamos da semana terrível? Da discussão desta manhã com chefe? Da solidão do Natal que passou? Ou daquele episódio gravado na memória desde a infância?

Mas então e se começarmos pelo fim? Vamos supor que o trabalho que vamos desenvolver na psicoterapia corre bem... então...

  • O que é que se imagina a fazer de diferente?
  • O que irá começar ou deixar de fazer?
  • O que irá fazer ainda mais ou quererá fazer cada vez menos?
  • Como se imagina a tratar de si, dos outros do mundo?
  • De que pessoas, lugares, eventos, atividades ou desafios irá contactar, aproximar-se ou envolver-se ainda mais (em vez de evitar, desistir, afastar-se)?
É com um foco consciente e deliberado no que queremos para uma vida plena que iremos orientar o nosso caminho. Não há dois caminhos idênticos, pois apesar de parecer que todos nascemos iguais e todos queremos as mesmas coisas, a verdade é que o que somos e o que nos faz felizes tem de ser explorado em profundidade e determinará a motivação com que nos envolveremos em cada passo do caminho! 

segunda-feira, 29 de abril de 2019

No @regiaodecister desta semana sobre Inteligência Emocional com a sabia opinião da colega Tatiana Fernandes.
Parceria da @pomardebracos com o @geracao.s.mais
 


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

É preciso acontecer...

Estamos a viver dos melhores tempos que existiram no que diz respeito à valorização do bem-estar das crianças desde a sua gestação. Reconhecemos os seus direitos e necessidades e temos toda uma parafernália de opções para os apoiarmos desde sempre... Mas tudo isto reflete, também, a nossa tremenda insegurança. Queremos garantir que nada lhes acontece, quando esse facto é já um grande risco. É preciso que lhes aconteçam coisas, que sintam coisas, que saibam lidar com o que os rodeia. É preciso explorar, questionar, absorver, arriscar, cair, levantar e aprender. A nós enquanto pais, também.